
Na Reunião de Câmara realizada no dia 16 de Fevereiro de 2011, os Vereadores eleitos pelo grupo de Cidadãos Eleitores A Nossa Terra Campo Maior apresentou uma moção sobre a Requalificação do Mártir Santo e Muralhas do Castelo que a seguir se transcreve na íntegra.
Moção
Requalificação do Mártir Santo e Muralhas do CasteloPor variadíssimas razões, as eleições autárquicas continuam na ordem do dia em Campo Maior e são motivo de conversa pública pelas mudanças, promessas e expectativas criadas pelo Senhor Presidente e a equipa que o acompanha no Município da “NOSSA TERRA CAMPO MAIOR”.
Um dos grandes temas de debate durante e após a campanha eleitoral foi o problema do Mártir Santo, Baluarte de São Sebastião, e a sua consequente ligação com os cidadãos da comunidade cigana que ali residem nas condições que todos conhecemos.
Foi e é motivo de preocupação de todos os Campomaiorenses, sobretudo dos residentes naquela zona, idosos e famílias humildes que não têm paz, não têm sossego, não conseguem ter uma vivência digna, pelos problemas causados por alguns cidadãos da comunidade cigana, que acreditaram nas palavras e no compromisso assumido por diversas vezes pelo Sr. Presidente e a sua equipa.
Todos reconhecemos quanto difícil é a sua resolução, mas o Sr. Presidente, quiçá por estar mal informado, assumiu-a e os CAMPOMAIORENSES foram enganados.
Neste contexto, foi com alguma surpresa que nos apercebemos das recentes declarações à Rádio Portalegre do Sr. Presidente Ricardo Pinheiro (9 de Fevereiro de 2011), o qual, para além de reconhecer a “complexidade e exigências do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana” admite agora que o “realojamento das famílias de etnia cigana e a requalificação das muralhas no Mártir Santo, Baluarte de São Sebastião e do nosso Castelo está muito longe de acontecer”.
O Sr. Presidente provavelmente estava convencido que a magia de uma varinha mágica fosse resolver o problema de realojamento das famílias da comunidade cigana. Será que tudo não passou de mais uma promessa eleitoral?
Ou é mais uma de muitas colossais decisões de irresponsabilidade, em que a incoerência política de prometer sem conhecer é evidente?
Agora, conhecedor destas matérias, não pode, nem deve fugir às suas responsabilidades, deixando o problema em águas mansas, sem que tome nenhuma decisão.
Exigimos determinação e alternativas que sirvam o interesse dos Campomaiorenses, agora sem varinha mágica, e que as promessas feitas sejam cumpridas.
A angelical forma de vitimização e culpabilização dos outros começa a ser do conhecimento público e, é hoje, uma indisfarçável forma de esconder o passado e capacidade de projectar o futuro.
Mais uma vez os Campomaiorenses foram enganados, num ano de primordial importância para “A NOSSA TERRA CAMPO MAIOR” com a possível realização das Festas do Povo.
Será importante que o Sr. Presidente e a equipa que o acompanha tomem as devidas diligências, para que continuemos a merecer os elogios e o reconhecimento de todos os que nos visitem, pelo nosso património histórico, pelas nossas Festas do Povo, pela nossa GENTE.
É por tudo isto, é com estas fundadas preocupações, que os eleitos pelo Grupo de Cidadãos “A NOSSA TERRA CAMPO MAIOR”, denunciam e repudiam as declarações feitas à Rádio Portalegre e pedem responsabilidades ao Executivo da maioria.